terça-feira, 19 de outubro de 2010

PLANEJAMENTO

                                                                                                                                 Alessandra Dias Brito
O papel do planejamento
Para elaborar um curso na modalidade de EAD é necessário assumir, como atividade central e preponderante para o sucesso do empreendimento, a realização de um planejamento sério e cuidadoso do processo pedagógico a ser iniciado.
No entanto, vale repetir, o planejamento não pode ser encarado como o ato de ordenar seqüencialmente conteúdos, ou de fragmentá-los em parcelas representativas de núcleos conceituais a serem ensinados.
Planejar significa explicitar de forma articulada a justificativa, a caracterização do contexto, o perfil da clientela e os objetivos de um determinado projeto. É esta articulação que definirá a metodologia e sua fundamentação teórica, o que, em um plano detalhado, orientará e definirá os contornos para a elaboração do material didático.
Cada curso é um curso particular, que requer formas específicas de interatividade e dialogicidade, estratégias para produção de conhecimento e modos de obter a aplicabilidade no cotidiano daquele educando, para o qual é contextualizado.
A mediação didática não pode ser vista como mera técnica para ensinar qualquer coisa a qualquer um, como ocorreu com a chamada Didática instrumental, influenciada pela Didática Magna de Comênio (Titone, 1966). Requer a contextualização do processo pedagógico. Nesta concepção, a EAD é vista como processo educativo e não apenas instrutivo
O processo de planejamento de um curso de EAD se estrutura em diferentes níveis hierárquicos. Um primeiro nível se refere à concepção do curso, articulando justificativa, objetivos, contexto e clientela. É neste nível que se define os conteúdos, sua sequenciação e a sua base metodológica. Um segundo nível se refere ao tratamento pedagógico dado ao material a ser utilizado pelo educando. Aqui se manifesta a preocupação com as formas de comunicação e se define as estratégias da narrativa a serem aplicadas aos textos, a linguagem audiovisual e as ferramentas auxiliares para o processo de aprendizagem (Ruiz e Cordero, 1997). Um terceiro nível se refere ao processo de avaliação do aluno. Cada um destes níveis será objeto de análise detalhada a seguir. Finalmente, há a necessidade de validar o material, cujo planejamento é realizado no primeiro nível, junto com a concepção do curso, mas que, didaticamente, será analisado em separado.
Todo curso, ao ser demandado, apresenta uma justificativa, uma razão para ser ofertado. Em função desta justificava e dos objetivos a serem alcançados, preliminarmente enunciados, bem como do contexto profissional e institucional envolvidos, ou seja, da capacidade de alcançar-se ou não determinados segmentos sociais para compor o alunado potencial, pode-se precisar melhor a clientela do curso.

Um comentário:

  1. Quando pensamos na elaboração de um curso, independente da modadlidade a que pertença, devemos pensar em vários pontos como público-alvo, ácomodações apropriadas, viabilidade da abertura do curso na região etc. Neste sentido o planejamento, como apontou a colega Alessandra, é o instrumento mais adequado para se fazer tais análises.

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